"Passar das palavras aos atos é tudo uma questão de atitude!"

Resenha



RUTE – Uma Perfeita História de Amor
Hernandes Dias Lopes

Pena que é emprestado...tenho que devolver. Mas foi bom enquanto durou nosso relacionamento. Um livro recheado de profundas revelações e despertamento para nossa vida espiritual.

Conheça o livro “Rute, uma perfeita história de amor”
Livro: Rute. Uma perfeita história de amor. Edição 1
Páginas: 135
Gênero: Livros Históricos: Biblia – Interpretação e crítica
Editora: Hagnos, ano 2007
Autor: Hernandes Dias Lopes

Sinopse
No livro de Rute se desenrola uma história de amor perfeita repleta de emoções das quais se destacam o amor e a providencia de Deus é nítida em todas as cenas. Contrastando com o livro de Juizes, que trata combates e disputas o de Rute trata de uma relação amistoza e amorosa. Tem como o principal personagem, Deus, é Ele que em todo o contexto esteve envolvido e conduzindo a história.

Resenha
O autor relata a saga de uma família que saiu de sua terra de origem, Belém de Judá, fugindo da crise e se refugiando em Moabe. Sua saída é estranha e sem justificativa levando em conta que os moabitas eram pagãos e adoravam deuses estranhos. Eram descendentes de Ló, tornaram-se idolatras a ponto de fazer sacrifícios humanos, eram opressores e subjugaram Israel por dezoito anos.
A família era composta por quatro pessoas: o casal Elimeleque e Noemi e seus dois filhos Malon e Quilion e após o matrimonio dos mesmos a família cresce agregando Rute e Orfa. A saída do casal e seus filhos, de Belém parece não ter sido a melhor decisão tomada, tendo em vista a escassez que os atingiu severamente, e o sinistro que arrebatou bruscamente três membros: o pai e os dois filhos.
Se abrigar em terra estranha não é uma escolha prudente. Enfrentar a crise é melhor que fugir dela. A bíblia relata alguns exemplos sobre isso. O ato precipitado leva a demora na resolução ou no encontro de uma saída para a crise.
A volta para a terra de origem mistura dor e a esperança de dias melhores. O sofrimento de Noemi parece não ter fim devido a perda imensa, sua amargura a leva a acreditar que Deus estava contra ela.
Dentro de Belém novamente, há uma chance de recomeçar sua vida e a rotina diária.
O autor mostra o olhar dentro da perspectiva de Deus ao qual se devem evitar reclamações e crer que Ele luta por cada servo. Igualmente, sugere a não decretação da derrota para si próprio e nem considerar a luta perdida. Foi assim com Abraão e Moisés um triunfou na fé e o outro que passou mais de quarenta anos no deserto, foi um grande líder que empreendeu uma obra para o Reino libertando os hebreus que estavam escravizados no Egito.
O retrato de Belém, na crise, o que faz com que a família de Eliemeleque migre para Moabe representa a fome na Casa do Pão, significado de Belém.
Um paralelo é feito entre fome e morte no qual as duas coisas estão envolvidas, sendo a fome pior que a morte. E é fato o descaso daqueles que tem fartura de pão, por aqueles que estão famintos. A fome é universal e castiga a humanidade desde há tempos e Belém enfrentou esse tempo de escassez, pela desobediência ao próprio Deus, pois nessa época a apostasia era generalizada. Belém cujo nome significava Casa de Pão passa a ser de fato um nome que negava a sua realidade frente a seca que trazia desconforto e preocupação às famílias. E retrata bem a igreja atual, as pessoas estão com fome não do pão material, mas do pão que traz vida e vida em abundância.
A igreja atual tem trocado o alimento puro por alimento que não satisfaz a alma. Acha-se tudo da terra e nada do céu. Há igrejas que vendem farelo, adulterando o evangelho e há outras que vendem veneno, pregando doutrina de homens. Há gente com fome do supérfluo querendo apenas ser abençoado, mas não querem compromisso com o Deus da benção. Precisamos de uma geração que tenha fome e sede de Deus.
Quando em Belém falta pão, a tendência é haver evasão. Foi isso que aconteceu com a família de Elimeleque. Sentiram necessidade de buscar alimento em outro lugar, buscando com isso uma alternativa perigosa. A segurança da terra de Moabe não é verdadeira e sua fartura é enganosa. Moabe apresentou a morte para Noemi e roubou-lhe a alegria. Mas quando os fornos de Belém voltam a produzir, atrai as pessoas e Noemi sente vê uma porta de escape. A informação que chegou em Moabe despertou em Noemi o desejo de voltar. Foi constatado que não mais era uma propaganda enganosa e que agora ela pode matar sua fome.
Quando Deus está na igreja ela fica atraente aos desesperançados e famintos e eles mesmos buscam se alimentar dela.
No retorno à Belém nada acontece por acaso, tudo o que acontece é providencia de Deus que chega para transformar dor em alegria. O personagem Boaz aparece como figura do amor de Deus, um tipo de Cristo, o Redentor, o Remidor, o Abençoador. Ele é alguém que oferece graça, provisão, proteção, consolação, comunhão e transcende em seus atos de bondade.
Rute por sua vez, como alguém que tem iniciativa, coragem de correr riscos, humildade, equilíbrio no trabalho e sabia expressar gratidão. Recebeu a recompensa por todo o investimento que fez em sua sogra, quando acompanhando-a de volta a Belém, não por força, mas por amor, carinho, amizade e fome de Deus.
Noemi, mesmo com alma amargurada demonstra disposição em mudar suas atitudes, abandona a murmuração contra Deus, adquire discernimento espiritual e deixa um legado a todos quantos leem sua história.
Ensina que uma casualidade humana pode esconder uma grande providencia de Deus, lembra a lei da semeadura, pois o bem que Rute fez à Noemi trouxe um retorno positivo da parte do Senhor, mostra que ninguém se sente abandonado quando está abrigado nas asas de Deus, exorta a não desprezar o dia de começos mesmo que sejam pequenos e a trocar a amargura por louvor ao Eterno.
O autor menciona Warren Wiersbe que afirma que o livro de Rute é mais que um relato de uma mulher estrangeira e rejeitada se casando com um israelita respeitado. Denota o casamento da igreja com Cristo. Um casamento é um projeto de Deus para ser um lugar provedor de alegria e não uma aflição na alma. A felicidade precisa ser construída à partir do lar e não à parte da família. A exemplo de pessoas que no afã de garantir riqueza deixam a família de lado. Outrossim a felicidade do lar não pode ser construída sacrificando a família, como no caso de Davi, a fim de se satisfazer sexualmente mergulhou sua família em intrigas, mortes e conspirações. A felicidade do lar não pode ser impedida por frustrações do passado, precisa ser firmada em Deus e passar pela integridade dos cônjuges, bem como pelo cuidado da beleza interior e exterior e passar pela observância de sábios conselhos.
Finalmente o olhar se volta para a realidade que a esperança promove. Onde começa com tristeza, termina com alegria, onde se percebe a impossibilidade a ação divina torna possível, mostrando que nenhum sucesso é final e nenhuma derrota é fatal.
O resgate de Rute por Boaz, sua pressa para que tudo se desenrole dentro do que é legal e sua disposição em ser o remidor de Noemi denota sua prudência, integridade, sabedoria e zelo com a legalidade.
O casamento entre Boaz e Rute aponta para um casamento que estava dentro do propósito de Deus sendo antecedido por um relacionamento sadio, desejado por ambos, com o apoio da família, tornou-se publico e gerou um descendente chamado Obede, que recebe toda atenção no livro. O descendente como um presente divino, também visto como um presente para a sua família, fonte de alegria para seu lar e uma preparação do cenário para a chegada de Davi, o maior rei de Israel.
O autor mostra que o destinos daqueles que temem o Senhor é a gloria, ele conduz e escreve a nossa história conforme lhe apraz.

O livro está repleto de revelações fortes a cerca da família de Noemi e dos fatos que ocorreram no enredo de sua história e sua remissão por Boaz através de Rute.

Recomendo à todos que estão ligados ao trabalho com famílias e àqueles que buscam crescimento espiritual para si e sua casa.

*** Resenha feita por Flavia Bessoni ***
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SUICÍDIO - CAUSAS MITOS E PREVENÇÃO
Hernandes Dias Lopes

Ganhei esse livro do amigo e Pastor Alex Vieira. E chegou na hora certa. Eu estava lendo sobre o assunto na internet, fazendo levantamento de dados e pesquisando o funcionamento mental e emocional de uma pessoa com tendência suicida ou próximo  de alguém que cometeu o suicídio. O livro fala de dados gerais, históricos e bíblicos.


 Conheça o livro “Suicídio - Causas, mitos e prevenção”
Livro: Suicídio. Causas - mitos e prevenção. Edição 1
Páginas: 199
Gênero: Problemas Sociais
Editora: Hagnos, ano 2007
Autor: Hernandes Dias Lopes

Sinopse
Suicídio é um tema polemico que envolve incompreensões, mitos e tabus. Porque sempre haverá perguntas sem respostas, mesmo que se tenham pistas como cartas deixadas antes de morrer. Será sempre pergunta.
Qualquer ação com objetivo de desistência da existência própria é condenada de forma geral, por questões religiosas que consideram que a nossa vida não nos pertence. E qualquer ato que dê cabo a vida de si próprio é considerado um ato abominável, agressivo e desrespeitoso não só contra Deus, mas para a sociedade e a família.


 Resenha
O autor diz que o fato de não podermos evitar a morte, não devemos antecipá-la.
Os dados de quem antecipa a morte são assustadores, sem contar que nem todos os atestados de óbitos mencionam a questão do suicídio a pedido da própria família de quem o cometeu.
Antigamente quem arrancava a própria vida era punido com privação de honras fúnebres, a exemplo da cidade de Tebas. Na Grécia era considerado ato clandestino, patológico e solitário. Em Atenas, o suicida tinha sua mão direita cortada e enterrada longe do corpo.
A máxima da filosofia estóica era “É licito morrer quem não interessa mais viver”. Para Lucrécio, um materialista romano, a morte era nada, logo, o suicídio era um ato de louvor.
No primeiro século o apostolo Paulo estabelece princípios contrários ao suicídio como consta no livro de Atos 16:27,28 o carcereiro de Filipos que quis se matar ao ver as portas das prisões abertas e ter pensado que os presos tivessem fugido. Paulo ao vê-lo com a espada pronto para se lançar a ela disse: “não te faças nenhum mal, porque todos estamos aqui”.
Outros como Agostinho de Hipona cuja posição era dura quando o assunto era suicídio, assinala que o referido ato é uma “perversão detestável” e “demoníaca”. Tomás de Aquino afirma que é algo antinatural, uma ofensa contra a família e uma usurpação do poder de Deus.
As causas do suicídio são muitas e pode ser vista pelo o ângulo da filosofia, sociologia, antropologia, biologia, bioquímica, história, economia, psicologia, psicanálise, moral, lei, religião etc.
Pessoas que estão nas estatísticas sofrem com o sentimento de desamparo, falta de esperança e de valor. Para elas não tem importância viver ou morrer e que seus familiares e amigos estão melhores do que elas; consideram o suicídio a única válvula de escape.
Está na lista das causas que levam alguém a cometer o suicidio o querer atenção, vingança, sair da situação desconfortável, ir para um lugar melhor e paz.
Ainda não ficam de fora da lista a depressão, problemas psicológicos, decepção nos relacionamentos, perdas financeiras, drogadição, pressão da vida moderna, homossexualismo, doenças psíquicas, opressão e possessão demoníaca, altruísmo patriótico e outros motivos íntimos.
Os mitos do “cão que late, não morte”, “só os mentalmente enfermos se suicidam”, “não adianta ajudar uma pessoa com tendência suicida”, ”só uma pessoa sem temor a Deus se suicida”, “todo suicida comete pecado imperdoável”, “só uma pessoa fraca e ignorante se suicida” não se hamonizam com a realidade. Grande maioria dos suicidas deixaram sinais antes de cometer a ação, nem sempre têm problemas mentais, jogam aos outros a missão de salvá-los. Alguns indivíduos cristãos também pensam e comentem suicídio.
No tocante ao mito de que todo suicida comete pecado imperdoável o autor ressalta que essa ação contra si próprio é um ato muito privado e o que acontece nos minutos finais do acontecimento, só Deus sabe. Mostra biblicamente que o único pecado que o ser humano não recebe o perdão é a blasfêmia contra o Espírito Santo e o arrependimento faz o ser saltar da morte para a vida.
Apresenta que é engano pensar que o suicídio é uma porta de saída, que alivia a dor que o provoca, que o suicida é dono da sua própria vida, que terá uma vida melhor. Quem flerta com a morte um dia acaba não conseguindo sair de suas garras.
Dar cabo a própria vida e algo sem procedência, os argumentos a favor são sem fundamentos sólidos. A filosofa estóica diz que o suicídio é um ato de liberdade, essa é uma afirmação de alguém que examina o outro alguém. É um ato irracional pois a pessoa se auto destrói. Jó não se deixou levar pelas palavras de sua esposa quando diz à ele para amaldiçoar a Deus e morrer, e refutou tal insinuação de alguém tão próximo.
A travessia da vida inclui dor, sofrimento mas não é por isso que se deve desistir quando se sente que a dor é grande demais para ser suportada.
Mostra o argumento da ética que cria um paradoxo ao alegar que destruir a própria vida é o melhor a se fazer. O suicídio compreende como ódio a si mesmo e isso é antinatural, irracional e imoral. É a quebra dos principais mandamentos da lei moral de Deus, a saber: amar a Deus e amar o próximo como a si mesmo. É impossível fazer uma demonstração de amor a Deus infringindo sua própria lei.
Aponta na bíblia cinco casos de suicídio, ao qual, todos estavam fora da vontade de Deus. Sansão, Saul, Aitofel, Zinri e Judas Iscariotes. A bíblia não é a favor ato suicida, ao contrario, mostra que a vida é um dom de Deus.
Para prevenir o suicídio, o autor sugere que a pessoa deve buscar ajuda e se submeter a tratamento medicamentoso, terapia e fé. Desabafar leva a cura e ajuda no processo. Corrigir o foco sobre a vida, entender que ela é dom de Deus. Buscar vida intima com Deus é a maior de todas as terapias, pois Ele dá paz no vale. A outra opção é buscar ajuda em centros de apoio em razão de a maioria das vezes o suicida não querer a morte e sim o livramento da dor que assola a alma.
Para as famílias enlutadas o autor indica a necessidade de se entender o choque, a negação, a ira, a solidão, a aceitação que são as fases do luto e por fim a reorientação da vida, retomar as atividades, e os projetos que ficaram parados com a morte do ente querido. Ainda, necessidade de lidar com aqueles que no afã de consolar, vêm com discursos, sem se dar conta de que o enlutado, neste momento, quer sentir apenas a presença amiga.
O livro apresenta vários dados, fatos históricos e experiências pessoais do autor. Menciona vários personagens bíblicos, faz um apelo ao leitor à entregar sua vida a Deus e fecha respondendo algumas questões acerca do suicídio.
Enfim, amei a leitura. O autor não foi extensivo, tratou o assunto de forma clara e objetiva, mostrando dados, fatos e orientação bíblica.

Super recomendo àqueles que lideram e que atuam na área do aconselhamento.

*** Resenha feita por Flavia Bessoni ****

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